182, destino, acaso, namoro

Já que é um Blog... aguentem meu texto


182, destino, acaso, namoro, amor, vida, ligação. Ta ai coisas que estão a me “perturbar” muito, claro que de uma forma positiva, tanto é que espero que renda um bom texto, então vamos lá.

Acredito que hoje em dia, não exista muitas pessoa que acreditam em amor de verdade, ou que realmente amem intensamente... o amor hoje em dia está tão banalizado (culpa da internet eu acho), qualquer pessoa diz “eu te amo” na primeira vez que conversam... muitos talvez nem saibam o que é amar, o que ele nos trás. O que o amor nos trás? A resposta dessa pergunta realmente é extensa... o amor é ótimo, nos faz ser mais felizes, melhores pessoas, nos faz crescer, amadurecer, encarar a vida de outro jeito, MAS se existe uma coisa que nos faz sofrer, que acaba com a gente, faz você literalmente murchar, é o amor... ele pode lhe fazer à melhor pessoa do mundo, mas pode também simplesmente acabar com sua vida, e muitos sabem do que digo... quando se perde um amor, e entra em um parafuso alto-destrutivo, você quase “morre”, faz coisas que disse que nunca faria, se envolve com coisas que não são boas, isso tudo, por desgosto inconsciente ou simplesmente desejo de esquecer a outra pessoa. Mas enfim, não sou especialista em “amor”... creio que em toda minha vida, amei duas vezes. A primeira vez que amei adivinhem... foi em 2003, bons tempos, foi quando realmente descobri a vida acredito eu... amei a primeira coisa, amei a banda blink-182, a segunda vez, foi bem mais intenso eu acho, ficaria muito em duvida em trocar um show do blink por ela, mas sei que no final... escolheria ela. A segunda vez que amei, foi no ano passado, foi devagar, foi bem devagar, amei-a por pequenas coisas, por me fazer bem, amei-a pela amizade...  aah amizade, ta ai uma coisa que cria grandes amores, enfim, no ano passado conheci a Letícia, meio ao acaso, ou talvez destino, ou não sei o que... enfim, vou falar disso no próximo parágrafo.

Destino, ou acaso, não sei existe... antes nunca tinha pensado neles, não acreditava e não fazia diferença nenhuma, simplesmente igual as outras coisas, não me interessavam nem um pouco. Não gosto de me esforçar, muitos a minha volta me dizem que tenho capacidade pra muita coisa, que sou inteligente e o caralho a quatro... mas se isso for verdade, o que adianta? No have motivation. A única coisa que me fez realmente me esforçar, seguir em frente e não desistir, foi ela, foi a Letícia... ainda assim entreguei os pontos uma vez, fiz merda, dei mancada, mas enfim, passado triste demais pra voltar a pensar nisso, voltando ao “destino, acaso”. Sabe quando você nota pequenas coisinhas que parecem impossíveis de se acontecer, tipo... estar mandando mensagem pra pessoa e ela te liga bem na hora, estar em um assunto e ambos mudarem pra outro assunto ao mesmo tempo, sair aquele “te amo” ao mesmo tempo, coisas idiotas, mas que acaba mostrando uma sincronia. Isso foi o que começou a me fazer pensar em destino, acaso... tudo bem, até ai pode ser acaso, mas e quando começa a aparecer os “auto-completar”? Diferenças demais entre os dois, porém essas diferenças fazem ambos se completarem... tipo, um totalmente sentimento, o outro totalmente razão, um que demonstra amor demais, o outro de menos, um quieto, outro falante, um esquecido, outro com uma super memória, um bonito, outro feio, um com Q.I alto, outro com baixo (né amor?). Diferenças demais, isso já é um pouco estranho talvez... mas as pessoas são assim mesmos, tudo bem.

Nunca tinha visto ela na vida, nunca mesmo, não sabia da sua existência, conhecia a prima dela, a muito tempo, desde a 5º série, ou seja, sete anos, tempo demais pra não saber da existência de uma prima não? Então, eu não sabia. Então, começo do segundo colegial, acabei caindo em uma sala um tanto quanto “ruim”, a maioria era do sitio (não que eu tenha algo contra), do sitio mesmo sabe, aqueles que tem vaca e pasto?! Decidi mudar de sala então, acabei caindo na sala da prima da Letícia, fazia muito tempo que não conversava com ela, e esses tempos acabei sabendo que na época ela não gostava de mim... não sei porque, mas não gostava. Algum tempo na sala dela, troquei algumas palavras, bem poucas por sinal... até ela começar a namorar meu amigo, vulgo Sky... tudo bem, acho que acabei me aproximando mais dela por esse “namoro” entre os dois... o Sky falava muito da prima de Lê e tal, e acabou comentando comigo sobre as primas dela... no caso uma de São Paulo (acho) e a Letícia... enfim, depois de algum tempo, eis que aparece um Orkut pra aceitar, o nome era “Letícia”, na hora não imaginei quem fosse, mas aceitei, e como de costume na época, mandei scrap pedindo MSN, ai começou tudo. Nunca conversei tanto com alguém no MSN como com ela... sério, foi demais, ela me transmitia algo muito, muito bom, e o sentimento foi crescendo, comecei a perceber o quão envolvido estava com ela, e o meu primeiro sub-nick relacionado a alguém foi pra ela, e foi “você me faz tão bem”, claro, não disse de cara eu acho. Depois disso, acabei percebendo o quanto a amava mesmo, mas isso acabou virando uma novela enorme, de sete meses, e tal, mas isso não é assunto pra esse texto, e não me arrependo de ter tentado por sete meses, foi bom até.
Entre desistências, retornos, mancadas, desculpas, mancadas e desculpas novamente, percebi uma coisa... a casa da Letícia é o numero 1182, algo estranho né?! Se tirar o primeiro 1, fica o meu numero preferido... 182.  Minha cabeça explodiu nessa hora, pensei “caralho, eu amo a melhor pessoa do mundo e ela mora no segundo melhor numero de casa do mundo, inacreditável” (o melhor numero seria só 182). Fiquei feliz, e acabei achando meio que foda demais (No momento estou ficando sem idéia kkkk). Tipo, tudo o que tinha me feito pensar em destino, tinha ganhado mais força ainda com isso, não pode ser acaso, não até esse ponto.
Stop, wait a moment... Se analisar minha historia com a Letícia, cara, você não tem noção de quanta coisa aconteceu, de quanto nós damos a cara a tapa pra tentar mais uma vez, não dá nem pra contar o tanto que tentamos, e simplesmente, houve coisas que qualquer pessoa pensaria “não, nunca mais, não volto”, e estamos ai, juntos, quase pra completar 6 meses da nossa volta. Agora uma frase que acho que sem duvida foi uma das melhores que já pensei (sem a ajuda de nada): ”Se tentamos tantas vezes, deve ser porque o destino nos quer juntos” (pensei descendo embora hoje). Por que tantas tentativas? Por que tanta coisa em comum, incomum, tanto acaso? Amor não é suficiente pra suportar tanta coisa, ao menos eu acho, o amor não perdura sobre tantas mancadas, tantas idas e voltas, nem sei se o amor existe de verdade, MAS, sei que depois de tanta coisa, depois do 182, depois de começar acreditar em destino, depois de ver o que aconteceu, eu acredito no amor, acredito pelo menos no meu amor e da Letícia, acredito em nós, acredito em uma vida inteira com ela.

Se realmente existir esse tal “destino”... o meu foi todo escrito com seu nome ao lado do meu.
Sei que eu dou muita mancada, sou chato, ignorante, irritante, descuidado, esquecido, preguiçoso, ciumento e mais uma porção de coisas não agradáveis... mas sei o quanto te amo, e o que eu faria por nós dois, sei que também que minha vida não existiria sem você do meu lado, sei que sem você, me sinto perdido, sem chão pra pisar, sem uma mão pra segurar e sem um sentimento pra me apoiar. “Te amo”, duas palavras tão banalizadas, mas quando ditas com sinceridade... dizem tudo, envolve todo sentimento possível, uma forma curta e direta de dizer mais o menos assim: “Eu mataria, morreria, largaria tudo, daria tudo, iria pra qualquer lugar ou simplesmente deixaria de ir à qualquer lugar... por VOCÊ, só por você.”

Se você leu até o final, parabéns, talvez não mude nada na sua vida kzposkzs.

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